AINDA ARDO
Ardemos num incêndio de esperança, para que reste de
nós uma lembrança, um fumo que suba e não se apague. Tudo é memória: um fumo leve, em mil visagens animadas;
ou denso, em formas inertes e sombrias; e, ao longe, a
grande fogueira invisível que os demônios e os anjos
alimentam. Vivo, porque espero. Lembro-me, logo existo.
Teixeira de Pascoaes, em O pobre tolo.
Escrito por Ademir às 14h15
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